BEBÊ DE PROVETA

Neste procedimento, a paciente é estimulada a produzir uma grande quantidade de folículos que serão aspirados para a captura dos ovócitos. Na Fertilização in vitro (FIV), os ovócitos captados são colocados em placas de cultivo com os espermatozóides do parceiro masculino. Já na injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI), os ovócitos captados serão inseminados pelo espermatozóide do parceiro através da manipulação de uma microinjeção. Após a fecundação e o acompanhamento do desenvolvimento embrionário, serão selecionados aqueles embriões com maior capacidade de se desenvolverem. A transferência embrionária dá-se com o uso de cateteres especiais até o útero, onde ocorrerá uma gravidez normal.

manipulação de embriões

 FECUNDAÇÃO IN VITRO
 
 Fecundação in vitro convencional

Após a coleta os complexos cúmulus-ovócitos (CCOs) são lavados em meio de cultivo e incubados por 3 hs na incubadora. Após este período, os CCOs são colocados junto com 200 a 300.000 espermatozóides móveis capacitados e ficam por 18 horas na incubadora. No dia seguinte são lavados e verificados quanto a presença de duas estruturas arredondadas denominadas pronúcleos, visualizadas em microscópio. Os dois pronúcleos nada mais são do que o material genético materno e paterno. Os ovócitos que não apresentarem os dois pronúcleos ou ainda, aqueles que apresentarem apenas um ou mais de dois serão descartados, pois resultam em embriões geneticamente alterados.

 Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI)

Com o passar dos anos, os centros de medicina reprodutiva observaram que inúmeros casais com problemas de infertilidade masculina não podiam ser auxiliados com o tratamento de FIV convencional. Nestes casos, 90-95% dos ovócitos falhavam na fertilização, mesmo aumentando o número de espermatozóides inseminados ou ainda, o tratamento de FIV não era compatível, pois o número de espermatozóides móveis progressivos ou morfologicamente normais era insuficiente, incluindo aqueles com azoospermia, ou seja, homens que não apresentam espermatozóides no ejaculado.

Em 1992 um novo procedimento para fecundação in vitro denominado Injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) foi relatada com sucesso. Este procedimento trata-se de uma fecundação microcirúrgica, onde os gametas são micromanipulados com micropipetas acopladas a um microscópio invertido. Com o auxílio destas micropipetas um único espermatozóide é injetado diretamente dentro do citoplasma do ovócito. Esta técnica é indicada nos casos de fator masculino grave, azoospermia, onde o espermatozóide é recuperado através de Aspiração do epidídimo ou Biópsia de testículo, bem como nos casos de falhas inexplicadas na fecundação in vitro convencional. Hoje, esta técnica é utilizada no mundo todo, com altos percentuais de fertilização e vem sendo a técnica de escolha quando a fecundação assistida é necessária.

Após a injeção de um único espermatozóide dentro do ovócito maduro, este é colocado em meio de cultivo e após 16-18hs da injeção observa-se o ovócito em microscópio para verificar a presença dos dois pronúcleos. Os ovócitos com dois pronúcleos são selecionados para cultivo e transferência embrionária após três dias de cultivo na incubadora.

Captura do espermatozóide
Injeção do espermatozóide no óvulo
Fertilização normal

 Cultivo de Embriões

Os embriões humanos iniciam seu desenvolvimento em meio de cultivo com solução balanceada de sal, substratos energéticos e proteínas, na presença de 5% de CO² na atmosfera e a 37º C, que é o ambiente da incubadora.

Os oócitos com 2 pronúcleos são avaliados com 28 horas de cultivo in vitro para observação da primeira clivagem em duas células denominadas blastômeros. Após 48-72 hs os embriões são novamente checados e avaliados quanto a sua morfologia. São avaliados quanto ao número, morfologia e a presença de fragmentos anucleados dos blastômeros. Os embriões morfologicamente normais são escolhidos e os supranumerários são criopreservados.

Embriões

 Transferência Embrionária

Aproximadamente 72 horas após a coleta dos ovócitos, a paciente retorna à clínica para a transferência do(s) embrião(ões). A transferência é feita por um cateter especial que depositarão o(s) embrião(ões) delicadamente na cavidade uterina; este procedimento dura apenas alguns minutos. A paciente deverá manter-se em repouso domiciliar por 24 horas podendo retomar suas atividades normais em seguida. Não deve fazer muito esforço físico até a realização do teste de gravidez.

Um programa de complementação hormonal será iniciado seguindo um protocolo específico.

 Doação de Ovócitos

Como conseqüência do hiperestímulo do ovário em mulheres submetidas a tratamentos de reprodução assistida é possível dispor de uma quantidade maior de ovócitos do que os que serão utilizados para o procedimento. Os ovócitos remanescentes podem ser doados, de forma anônima para uma outra paciente que devido a razões cirúrgicas, genéticas ou que foram submetidas a tratamentos de câncer, não possuem os ovários ou seus ovários não produzem ovócitos e desejam engravidar. A doação de ovócitos pode ser realizada ainda, em mulheres que sofreram de falha ovariana prematura, ou seja, mulheres que nasceram com um número reduzido de ovócitos no ovário e por isso, entram em menopausa mais cedo. A doação é indicada ainda a mulheres portadoras de alterações genéticas graves, ligadas aos cromossomos ou genes que são identificadas através de exames. A utilização dos ovócitos de outra pessoa, evita a transmissão de enfermidades graves para os descendentes.

 A Doação é Anônima


Mulheres que estão participando de um programa de reprodução assistida (FIV ou ICSI), que têm menos de 35 anos e como conseqüência da estimulação do ovário produzem mais ovócitos do que podem ou desejam utilizar.

1.1 Estas mulheres podem optar pela doação dos ovócitos e se comprometem em jamais conhecer ou tentar identificar a receptora.

1.2 Os ovócitos doados serão inseminados com os espermatozóides do marido da receptora.

1.3 Não terão acesso a informação após a inseminação e transferência dos ovócitos fecundados, se a receptora obteve ou não uma gravidez.

1.4 O anonimato também será estabelecido para a receptora que através de um documento escrito, se compromete a não obter informações sobre a doadora e tampouco buscar sua identidade.



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COCs
oócito

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Fertilização

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laser

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Blastocisto