É uma etapa importante em todos os processos de reprodução assistida, quando o objetivo é a produção de um número maior de oócitos, para obter maiores taxas de gravidez.

Durante um ciclo ovulatório espontâneo, de todos os folículos (estrutura do ovário que contém os ovócitos) selecionados a cada mês (cerca de 10), apenas um alcança a maturação e é denominado folículo dominante. O restante dos folículos é reabsorvido e perdido, onde nunca mais serão usados pelo ovário. Em ocasiões extraordinárias, são selecionados mais de um folículo, com a conseqüente produção de mais de um ovócito. Estes são casos de formação de gêmeos não idênticos de forma natural.



 

O objetivo da estimulação do ovário no caso da reprodução assistida é recrutar um maior número de ovócitos nos dois ovários e evitar a reabsorção (perda) da população de folículos que acompanha o dominante. Isto permite maior número de ovócitos disponíveis os quais, uma vez aspirados de dentro do ovário, podem ser inseminados para facilitar sua fecundação.

Basicamente, consiste no aumento da oferta de FSH aos ovários durante um certo período, o que é feito à custa do FSH endógeno (pela administração de citrato de clomifeno) ou exógeno (administração de gonadotrofinas). O tipo de procedimento a ser empregado, bem como das dosagens a serem usadas, dependem da sensibilidade dos folículos ao FSH, da reserva ovariana (FSH no terceiro dia do ciclo e idade da paciente), e do fato da paciente ser ou não anovulatória crônica.